TORNOZELO · TRÊS MALÉOLOS

Cirurgia da fratura trimaleolar

A reconstrução precisa considerar os fragmentos lateral, medial e posterior como parte de uma única articulação.

A fratura trimaleolar envolve os maléolos lateral, medial e posterior. É um padrão instável, frequentemente associado a luxação, lesão da sindesmose e dano à cartilagem.

IndicaçãoPlanejamentoTécnicasRiscosRecuperação
O QUE A CIRURGIA TRATA

Objetivo anatômico e funcional

A fratura trimaleolar envolve os maléolos lateral, medial e posterior. É um padrão instável, frequentemente associado a luxação, lesão da sindesmose e dano à cartilagem.

DECISÃO CONSERVADORA OU CIRÚRGICA

Indicar bem é tão importante quanto operar bem

A decisão combina anatomia, sintomas, impacto funcional, risco, resposta aos tratamentos anteriores e objetivos do paciente.

QUANDO O CONSERVADOR GANHA FORÇA
  • Exceções em pacientes sem condição para cirurgia
  • Medidas temporárias enquanto pele e edema se recuperam
  • Imobilização apenas quando uma decisão individual demonstra maior segurança
  • Cuidados paliativos ou funcionais em riscos extremos
QUANDO A CIRURGIA PODE GANHAR FORÇA
  • Incongruência ou instabilidade articular
  • Desvio dos fragmentos e subluxação do tálus
  • Fragmento posterior que altera estabilidade ou superfície articular
  • Fratura aberta, luxação ou ameaça às partes moles
Buscar expertise em Pé e Tornozelo permite comparar opções, reconhecer lesões associadas e selecionar a técnica proporcional — inclusive concluir que ainda não é o momento de operar.
PLANEJAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO

O procedimento começa antes da sala cirúrgica

Uma indicação responsável inclui confirmação diagnóstica, análise das partes moles, condições clínicas, capacidade de reabilitação e discussão de expectativas.

  1. 01Tomografia para mapear maléolo posterior e impactação
  2. 02Avaliação da pele, edema e bolhas de fratura
  3. 03Definição de posição e acessos cirúrgicos
  4. 04Planejamento da sequência e da sindesmose
TÉCNICAS CIRÚRGICAS POSSÍVEIS

A técnica é escolhida para o caso — não o caso para a técnica

As abordagens abaixo representam possibilidades. Uma mesma cirurgia pode combinar técnicas, e nenhuma delas é indicada automaticamente.

Cada card possui um campo de link próprio, preparado para receber vídeo, animação, publicação científica ou página explicativa do Dr. Francisco Honório Júnior, sempre com finalidade educativa.

COMO O PROCEDIMENTO É ORGANIZADO

Etapas que transformam o planejamento em execução

  1. 01Redução imediata quando há luxação
  2. 02Planejamento tomográfico e espera segura das partes moles
  3. 03Reconstrução dos três componentes e da articulação
  4. 04Teste final de sindesmose, alinhamento e estabilidade
RISCOS E LIMITAÇÕES

Transparência faz parte da decisão

Toda cirurgia envolve riscos. A frequência e a relevância de cada um variam conforme o procedimento, a gravidade da doença e as condições individuais.

Esta lista não esgota todas as possibilidades. Os riscos pessoais são discutidos na consulta e no consentimento informado. Nenhum resultado pode ser garantido.
RECUPERAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

A evolução é orientada por critérios, não por promessas de prazo

Proteção, apoio, mobilidade e reabilitação variam conforme a técnica, a qualidade dos tecidos, a consolidação e a resposta individual.

  1. 01Proteção inicial frequentemente sem apoio
  2. 02Acompanhamento rigoroso de ferida e consolidação
  3. 03Mobilidade inicia conforme estabilidade e pele
  4. 04Carga, marcha e função progridem por critérios
PERGUNTAS FREQUENTES

Informação para decidir com clareza

Por que a tomografia é importante?

Ela mostra tamanho, deslocamento e orientação do fragmento posterior, além da impactação articular.

O maléolo posterior sempre é fixado?

A decisão considera mais do que o tamanho: estabilidade, congruência, incisura e padrão do fragmento.

Pode haver artrose mesmo após boa cirurgia?

Sim. O trauma inicial pode lesar a cartilagem; redução precisa busca diminuir, não eliminar, esse risco.

CONTEÚDO MÉDICO RESPONSÁVEL

Assinado e revisado

Dr. Francisco Honório Júnior
Ortopedista e Traumatologista · Especialista em Dor · Cirurgia do Pé e Tornozelo
CRM/AL 5698 · RQE 3037 · RQE 5839 · Membro da SBOT e da ABTPé

Última revisão: 8 de setembro de 2026. Conteúdo educativo baseado em referências institucionais e sujeito a atualização.
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