PÓS-OPERATÓRIO · DOR PERSISTENTE

Dor após cirurgia

Algum desconforto pode fazer parte da recuperação; mudança de padrão ou piora exige atenção.

A dor pós-operatória deve ser interpretada de acordo com o procedimento, fase de recuperação e evolução. Dor desproporcional, progressiva ou acompanhada de sinais sistêmicos precisa de avaliação sem demora.

PadrõesAlertasAvaliaçãoTratamentoDúvidas
COMO PODE SE APRESENTAR

O mesmo sintoma pode ter origens diferentes

A localização, o mecanismo, o tempo de evolução e o impacto funcional ajudam a organizar as hipóteses.

01

Esperada

Relacionada ao trauma cirúrgico e tende a evoluir gradualmente.

02

Inflamatória ou mecânica

Pode acompanhar sobrecarga, rigidez ou implante proeminente.

03

Neuropática

Queimação, choque, alodinia ou alteração sensitiva.

04

Complicação

Infecção, trombose, falha de fixação ou síndrome dolorosa regional.

SINAIS DE ALERTA

Quando não esperar

Alguns sintomas exigem avaliação presencial rápida ou atendimento de urgência.

AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Diagnóstico construído com método

Além de localizar a dor, é necessário entender mecanismo, limitações, contexto clínico e o que realmente modifica a conduta.

  1. 01Tipo de cirurgia e tempo de evolução
  2. 02Comparação com o padrão esperado do procedimento
  3. 03Ferida, edema, circulação e exame neurológico
  4. 04Radiografias e exames laboratoriais quando indicados
  5. 05Revisão de medicações, implantes e reabilitação
PLANO DE TRATAMENTO

Do cuidado conservador aos procedimentos selecionados

A disponibilidade de uma técnica não significa indicação automática. O plano é proporcional ao diagnóstico e aos objetivos.

BASE DO TRATAMENTO

Estratégia conservadora

  • Ajuste seguro da analgesia
  • Controle de edema e proteção adequada
  • Reabilitação proporcional à cicatrização
  • Tratamento de sensibilização e dor neuropática
  • Acompanhamento da evolução e das metas
QUANDO HÁ INDICAÇÃO

Recursos e procedimentos

  • Bloqueios e procedimentos intervencionistas selecionados
  • Tratamento de infecção ou complicação identificada
  • Avaliação de implantes sintomáticos
  • Revisão cirúrgica somente quando existe causa corrigível
OBJETIVOS CLÍNICOS

Tratar a dor preservando movimento e autonomia

  1. 01Controlar dor e favorecer recuperação
  2. 02Reconhecer complicações precocemente
  3. 03Restaurar confiança no movimento
  4. 04Evitar persistência e incapacidade
PERGUNTAS FREQUENTES

Informação clara para decisões seguras

Quanto tempo é normal sentir dor?

Depende do procedimento e da pessoa. O mais importante é a tendência evolutiva e os sinais associados.

Dor significa que a cirurgia falhou?

Não necessariamente. É preciso identificar a origem antes de concluir.

Posso aumentar o remédio sozinho?

Não. Analgésicos têm riscos e devem seguir orientação individualizada.

CONTEÚDO MÉDICO RESPONSÁVEL

Assinado e revisado

Dr. Francisco Honório Júnior
Ortopedista e Traumatologista · Especialista em Dor · Cirurgia do Pé e Tornozelo
CRM/AL 5698 · RQE 3037 · RQE 5839 · Membro da SBOT e da ABTPé

Última revisão: 8 de setembro de 2026. Conteúdo educativo baseado em referências institucionais e sujeito a atualização.
AVALIAÇÃO DA DOR

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