TRAUMA · MALÉOLOS

Fraturas do tornozelo

Fraturas unimaleolares, bimaleolares e trimaleolares têm padrões de estabilidade diferentes.

O tornozelo pode fraturar na fíbula, tíbia medial e maléolo posterior, com ou sem lesão da sindesmose, do deltoide ou luxação.

SintomasDiagnósticoTratamentosCirurgiaDúvidas
ENTENDA A CONDIÇÃO

O diagnóstico correto orienta toda a jornada

Fratura unimaleolar envolve um maléolo; bimaleolar, dois componentes; trimaleolar inclui maléolo lateral, medial e posterior. Há ainda padrões equivalentes, fratura-luxação, Maisonneuve e fraturas abertas.

Radiografias avaliam o padrão e alinhamento. Tomografia é importante em fraturas complexas, especialmente quando há maléolo posterior ou pilão tibial.

O objetivo do tratamento é restaurar o alinhamento da articulação e proteger pele, osso, ligamentos e cartilagem.
TIPOS E PADRÕES DE LESÃO

Como as fraturas do tornozelo são diferenciadas?

A classificação não serve apenas para dar nome à fratura: ela ajuda a estimar estabilidade, comprometimento articular, risco para as partes moles e melhor estratégia de tratamento.

Maléolo lateral

Fratura da fíbula distal. Pode ser estável ou integrar uma lesão mais ampla; a relação com a sindesmose ajuda a compreender o padrão.

Maléolo medial

Fratura da porção interna da tíbia, frequentemente articular e associada a lesão lateral ou sindesmótica.

Maléolo posterior

Fragmento posterior da tíbia. Tamanho, deslocamento, incisura da fíbula e estabilidade da sindesmose influenciam o tratamento.

Unimaleolar

Apenas um maléolo está fraturado. Isso não garante estabilidade: o lado oposto pode ter ruptura ligamentar.

Bimaleolar

Dois maléolos estão fraturados, em geral lateral e medial, produzindo maior risco de instabilidade articular.

Bimaleolar equivalente

Fratura do maléolo lateral associada à ruptura do ligamento deltoide, mesmo sem fratura medial visível.

Trimaleolar

Envolve maléolos lateral, medial e posterior; requer análise detalhada da superfície articular e da sindesmose.

Fratura-luxação

Além da fratura, o tálus perde o alinhamento com a pinça do tornozelo, podendo ameaçar pele e circulação.

Maisonneuve e suprassindesmótica

Fratura alta da fíbula associada a lesão da sindesmose e, frequentemente, do lado medial do tornozelo.

Fratura exposta

Existe comunicação com o meio externo; é uma urgência devido ao risco de contaminação, infecção e dano de partes moles.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA

Como pode se manifestar

  • Dor intensa e inchaço
  • Incapacidade de apoiar
  • Deformidade ou desvio
  • Hematoma ao redor do tornozelo
  • Bolhas e tensão da pele
  • Dor que pode subir pela fíbula
PROCURE AVALIAÇÃO SEM ADIAR

Sinais que merecem atenção

  • Ferida comunicando com a fratura
  • Pé frio, pálido ou sem pulso
  • Dormência progressiva
  • Deformidade acentuada
  • Dor desproporcional
Em deformidade importante, ferida, alteração de circulação ou trauma grave, procure atendimento presencial imediato.
CAUSAS E FATORES ASSOCIADOS

O problema costuma resultar de mais de um componente

Identificar os fatores envolvidos ajuda a definir um tratamento proporcional e reduzir recorrências.

  1. 01Torção e queda
  2. 02Trauma esportivo
  3. 03Acidentes de alta energia
  4. 04Fragilidade óssea
  5. 05Lesão associada da sindesmose
AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Como o diagnóstico é construído

Nenhum exame deve ser interpretado isoladamente. Sintomas, mecanismo, exame físico e imagem precisam contar a mesma história.

Conheça a trajetória profissional →
  1. 1História clínica e mecanismo de início
  2. 2Exame físico direcionado, marcha, alinhamento, mobilidade e estabilidade
  3. 3Radiografias com carga quando pertinentes
  4. 4Ultrassom, tomografia ou ressonância em situações selecionadas
O DIFERENCIAL DA AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA

Experiência para indicar — e também para saber quando não operar

Buscar um médico com atuação dedicada em Pé e Tornozelo não deve significar receber uma indicação cirúrgica automática. O diferencial está em reconhecer o padrão da lesão, identificar instabilidade ou deformidades associadas, comparar alternativas e escolher o momento e a técnica proporcionais ao caso.

01

Precisão diagnóstica

Distinguir alterações da imagem que realmente explicam os sintomas.

02

Leitura biomecânica

Avaliar alinhamento, estabilidade, marcha e estruturas associadas.

03

Indicação criteriosa

Comparar benefício esperado, riscos, tratamento conservador e impacto funcional.

04

Técnica individualizada

Selecionar abordagem aberta, percutânea, artroscópica ou reconstrutiva conforme a anatomia.

TRATAMENTO INDIVIDUALIZADO

Do cuidado conservador às técnicas cirúrgicas

A escolha depende do diagnóstico, gravidade, tempo de evolução, tratamentos anteriores, rotina e objetivos do paciente.

01 · PRIMEIRAS OPÇÕES

Tratamento não cirúrgico

  • Redução imediata quando necessária
  • Imobilização e controle de edema
  • Tratamento sem cirurgia em padrões estáveis
  • Radiografias seriadas para garantir alinhamento
  • Reabilitação após consolidação
02 · CASOS SELECIONADOS

Procedimentos e técnicas cirúrgicas possíveis

  • Redução fechada urgente e imobilização nas fraturas-luxações
  • Placa e parafusos para estabilização do maléolo lateral
  • Parafusos, placa ou banda de tensão para o maléolo medial conforme o fragmento
  • Fixação do maléolo posterior por abordagem e implante definidos pela tomografia
  • Redução aberta e fixação interna das fraturas bimaleolares e trimaleolares instáveis
  • Parafuso sindesmótico ou botão-sutura quando a sindesmose permanece instável
  • Reparo do ligamento deltoide em indicações selecionadas
  • Fixador externo temporário quando edema, pele ou instabilidade exigem tratamento por etapas

As possibilidades listadas não são um protocolo fixo. Uma mesma condição pode exigir técnicas diferentes — ou nenhuma cirurgia — conforme estabilidade, desvio, cartilagem, alinhamento, qualidade óssea, partes moles e objetivos funcionais.

ANÁLISE CONSERVADORA E CIRÚRGICA

Indicação técnica, decisão compartilhada

É considerada em fraturas instáveis, desviadas, articulares, expostas ou associadas a luxação. Em alguns casos, o momento da cirurgia depende das condições da pele e do edema.

O TRATAMENTO CONSERVADOR GANHA FORÇA QUANDO

A lesão é estável ou sem desvio relevante, o alinhamento está preservado, não existe progressão ameaçadora e há possibilidade segura de reabilitação e acompanhamento.

A CIRURGIA PODE GANHAR FORÇA QUANDO

Há instabilidade, desvio, incongruência articular, deformidade progressiva, risco para pele ou tecidos, perda funcional importante ou sintomas persistentes após tratamento adequado.

TÉCNICAS CIRÚRGICAS

Este espaço está preparado para receber vídeos, animações ou artigos sobre as técnicas utilizadas, sempre com contexto e sem substituir a avaliação individual.

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RECUPERAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

A recuperação começa com orientação clara

  1. 01Proteção e apoio definidos pelo padrão e fixação
  2. 02Cuidado de pele e ferida operatória
  3. 03Radiografias de consolidação
  4. 04Recuperação de mobilidade, força e propriocepção
  5. 05Risco de rigidez e artrose pós-traumática discutido individualmente

Os prazos variam conforme o diagnóstico, o tratamento realizado e a resposta individual. O acompanhamento define quando avançar cada etapa.

PERGUNTAS FREQUENTES

Informação para decisões mais seguras

Trimaleolar é sempre mais grave?

Geralmente representa maior complexidade, mas o prognóstico depende do alinhamento, cartilagem, pele e lesões associadas.

Toda fratura da fíbula opera?

Não. Fraturas isoladas estáveis podem ser tratadas sem cirurgia.

Quando a cirurgia pode ser feita?

Depende da urgência, alinhamento e condições das partes moles.

RESPONSABILIDADE MÉDICA

Conteúdo assinado e revisado

Dr. Francisco Honório Júnior
Ortopedista e Traumatologista · Especialista em Dor · Cirurgia do Pé e Tornozelo
CRM/AL 5698 · RQE 3037 · RQE 5839 · Membro da SBOT e da ABTPé

Última revisão: 8 de setembro de 2026. Conteúdo educativo baseado em referências institucionais e sujeito a atualização.
AVALIAÇÃO DE PÉ E TORNOZELO

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